No mês de outubro estive envolvida em dois processos de mentoria para duas mulheres de grandes empresas multinacionais. Esse trabalho é um daqueles que amo realizar.
A atuação individualizada abre a possibilidade de conhecer a história daquela pessoa, de compreender de onde ela vem para poder apoiá-la a desenhar para onde ela vai. É uma oportunidade de discutir temas que são únicos àquela pessoa, mas também abordar desafios que são nossos, como mulheres.
É uma chance de olhar nos olhos e encorajar a seguir em frente e não desistir, mas também de ser amorosa com si mesma. Lido sempre e muito com o excesso de autocobrança dessas mulheres profissionais que acreditam – assim como eu acreditei – que precisam provar ser muito mais, para ocupar um mesmo lugar.
A beleza da mentoria é poder ser um braço dado, para caminhar ao lado desta profissional, ainda que por um período, em que a troca é a grande riqueza. Ouvir, ouvir, ouvir. E poder falar, compartilhar, e quem sabe, agregar a partir da minha história, experiência e aprendizado.
O fim me parece ser sempre o mesmo: saio completamente admirada pelas minhas mentoradas. O que é possível de acontecer quando chegamos um pouco mais perto.
Os desafios são vários e muitas vezes diferentes: formação técnica, relacionamento com superiores, saber se posicionar, inseguranças, excesso de autocobrança, pouca visibilidade, muita expectativa, falta de apoio e por aí vai…
E é nesse lugar seguro, de confiança, que é possível aprender, evoluir, se desenvolver para alcançar o sonho que cada uma busca.
Hoje, ao finalizar um desses processos eu ouvi: “era como se eu estivesse em um quarto escuro, agora abri as cortinas e consigo ver com clareza o que está se apresentando. Meu próximo passo é caminhar nessa direção”.
Parabéns às empresas que patrocinam ações como essa. Isso é valorizar, reter, reconhecer e apoiar o desenvolvimento de mulheres para o seu crescimento profissional. E eu posso garantir, que para a empresa, vale o investimento.



